Henrique Prata afirma que Santa Casa entra no vermelho em dezembro e anuncia cortes de 2 milhões no atendimento

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Foto – Henrique Prata, durante entrevista

 

O gestor da Santa Casa, Henrique Prata, concedeu entrevista ao programa Beto Moreno, na Rádio Jornal. Na oportunidade, Prata, falou sobre o seu primeiro ano de gestão frente à Santa Casa, destacando a realidade de atendimento atual da unidade hospitalar em sua gestão,  ressaltando a preocupação com o aumento dos atendimentos. “Eu vi aqui deixar a prova da evolução deste atendimento neste 1 ano, em que ocorreu o aumento de 30% até 40%,  o número de alguns atendimentos e diminuiu pela metade  do número de mortes nas UTI´s, o que é de conhecimento do município, do Estado e União. Hoje, estou acendendo um sinal amarelo e no dia 1º de dezembro,  vou acender o sinal vermelho e dai para frente não tem o que fazer mais”, afirmou Prata. Na entrevista, Prata, disse que após não receber recursos dos governos, vai realizar mais cortes no atendimento, em torno de 2 milhões.

 

Omissão dos poderes constituídos?

Prata – Neste período, houve omissão dos poderes. Vamos começar pelo poder de Barretos. Eu peguei a Santa Casa custando 8 milhões, passou para 8,2 milhões, posteriormente 6,3 milhões e sempre manteve uma receita em torno de 4 milhões de despesa e sempre manteve um déficit de 2 milhões por mês. Nessa minha gestão, resultou em um déficit de 18 milhões e mais 1,2 milhão do banco Safra que tem um déficit de 19 milhões. E estou te deixando aqui Beto, o aumento do número de cirurgias e UTI adulto que passou de 10 para 28 leitos com diminuição do número de mortes, tendo um atendimento de enfermaria de 75% para 91% da capacidade.

 

Revogação da Lei Municipal em prol da Santa Casa?

Prata – A respeito da Lei Municipal que foi aprovada pela Câmara Municipal e sancionada pelo prefeito Guilherme Ávila que foi revogada posteriormente que destinava recursos doados pela população para a Santa Casa. Essa lei ia dar obrigatoriamente 500 mil por mês para a Santa Casa, porque espontaneamente é muito difícil conseguir, porque os pacientes são explorados pelos médicos nos consultórios, mas é difícil provar isso. Existe a necessidade de uma consciência, fazer uma lei obrigatória dentro do orçamento de 400 milhões do município, que deixasse 500 mil para beneficiar uma instituição que tem a obrigação de atender os mais necessitados. Eu dei o alarme e avisei que era insuportável, eu carregar 2 milhões de débito, mas na boa fé continuei carregando, porque eu tinha um crédito de 20 milhões nos bancos para a Santa Casa. Passado 1 ano, não entra os 500 mil que eram obrigatórios da lei, não entra 1 milhão dos 20 leitos de UTI que criamos a mais e hospital psiquiátrico que está em funcionamento e outros 400 mil que também era nosso direito. Eu na boa fé, sou otimista, cheguei ao ponto em acreditar que iria entrar o dinheiro do Município, do Estado e da União e não entrou nada. Agora as contas estão entupidas e não tem onde buscar financiamento para suportar a boa vontade do município, do Estado e da União para tirar os 6,2 milhões de custo.

 

O que significa o corte de 2 milhões na Santa Casa?

Prata – O corte de 2 milhões significa que iremos demitir funcionários, demitir médicos, diminuir despesas, fechar 10 leitos de UTI e fechar uma parte da Santa Casa, para obedecer critério do valor que eles me pagam. Você imagina, hoje o prefeito tira 500 mil que era do orçamento da Santa Casa e destina para UPA. Eu entrei com um mandato de segurança contra a UPA, informando que não tem médicos em vários dias da semana e mandam todo mundo para a  Santa Casa, sendo que eles recebem 800 mil da Prefeitura. Quem tirou o dinheiro da Santa Casa para levar para UPA foi o município e e o Governo Federal, então o povo ter que ir só a urgência e emergência encaminhada pela UPA e SAMU, que pode ir para a Santa Casa. O dinheiro está lá e vem mais dinheiro para lá. Eu entrei com ação contra a UPA para mostrar a precariedade do atendimento.