Cervejas artesanais mudam o hábito entre os consumidores

cerveja artesanal

Oktoberfest Barretos reunirá três cervejarias que ofertarão 12 tipos de cervejas gourmet

A cerveja é a terceira bebida mais popular do mundo, logo após a água e o chá, e é atualmente a bebida alcoólica mais consumida do mundo. Ela pode ser categorizada a partir de uma série de fatores como: aparência, aroma, sabor, sensação na boca, força e densidade.

Acredita-se que a cerveja é uma das primeiras bebidas alcoólicas criadas pelo homem. Ela remota há pelos menos 8.000 a.C., sendo muito conhecida pelos sumérios (atual sul do Iraque e Kwait), egípcios, mesopotâmios (território que corresponde a maior parte do atual Iraque e Kwait, além de partes orientais da Síria e de regiões de fronteiras entre a Turquia e a Síria, e Irã e Iraque) e iberos (povo que habitou as regiões sul e leste da Península Ibérica na Antiguidade).

Segundo a engenheira de alimentos Kathia Zanatta, à frente do Instituto da Cerveja, em entrevista à Agência Brasil EBC, em agosto deste ano, no Brasil, o desenvolvimento das cervejarias artesanais começou timidamente com algumas microempresas de Porto Alegre e Santa Catarina. “Em 2005, explodiu de forma mais intensa e, nos últimos anos, vimos um crescimento impressionante”, sublinhou.

Com o crescimento das cervejas artesanais, o hábito entre os consumidores tem mudado. O produto passou a ser consumido em menor quantidade e o sabor mais apreciado. Com isso, fica atenuada a associação entre o álcool e a agressividade, afinal, a cerveja, por exemplo, não serve para se afogar as mágoas, mas para comemorar, já que ela exige momentos especiais e o consumo responsável.

As cervejarias Guilda GIV, Invicta e Guerrilha  irão oferecer ao público presente na 1ª Oktoberfest Barretos, que acontece no dia 21 de outubro na Estância Sobra do Jatobá,  12 tipos de cerveja artesanal.

Segundo Walter Soares, sócio da Guilda GIV, a maior diferença entre as cervejas comercializadas pelas grandes cervejarias de bebidas gourmet está na preocupação que as artesanais têm de oferecer produtos que façam o consumir perceber e apreciar as diversas características sensoriais únicas em cada rótulo. “Enquanto os produtos de massa têm como única preocupação atender ao maior número de paladares pelo menor custo de produção possível, o que gera cervejas sem personalidade ou diferenças entre os diversos produtores”, explicou.

No mercado há 4 anos, a Guilda é umas microcervejarias que fabricam cervejas com produção de lotes de tamanho reduzido com receitas que buscam sempre oferecer algo diferenciado aos apreciadores, seja pelo uso de técnicas e ingredientes incomuns ou pelo resgate de estilos clássicos e pouco representados no Brasil. Além disso, ministra cursos de produção caseira de cervejas e consultorias.