Justiça condena médicos por cobrança de cirurgias do SUS em Colina

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A Justiça condenou dois médicos por cobrança de cirurgias garantidas pelo Sistema Único de Saúde (SUS) em Colina (SP). O urologista Mohamed Taha e o anestesista Glauco Antonio Carrara foram condenados, respectivamente, à prisão em regime semiaberto por até cinco anos e à prestação de serviços à comunidade.

Ambos também foram penalizados com multas e a perda das funções públicas no Hospital José Vênancio, onde atuavam.

As decisões em primeira instância, referentes a processos de 2015 e 2016 por corrupção passiva e concussão – ou seja, exigir vantagem indevida em razão do cargo – , foram publicadas esta semana no Diário Oficial do Estado. Os réus podem recorrer em liberdade, mas estão proibidos, como medida cautelar, de frequentar o hospital.

Procurados pelo Bom Dia Cidade, os advogados de defesa de Taha e Carrara informaram que vão recorrer da decisão.

Além das ações na Justiça, o caso motivou uma sindicância no Conselho Regional de Medicina (Cremesp). Em função das denúncias, a Justiça Federal solicitou ao Departamento Nacional de Auditoria do Sistema Único de Saúde (Denasus) uma inspeção em todos os documentos do hospital.